Na Igreja Primitiva, ou seja, a Igreja dos primeiros séculos, os
cristãos buscavam a Deus sobre todas as coisas, renunciavam suas
próprias vontades pelas de Deus e Sua Obra. Os cristãos primitivos
morriam como espetáculo para o mundo, em arenas, Coliseu, das formas
mais terríveis: queimados, transpassados, devorados por animais, etc mas
não negavam a sua fé em Cristo Jesus.
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E hoje? Com algumas exceções....
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O cristão atual nunca lê um capítulo completo: contenta-se em ler um
versículo e a partir dele, conforme instruções de seus líderes (que
também aprenderam assim), cria uma doutrina própria.
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O cristão atual tem medo de pensar por si próprio, pois isso demandaria a
difícil tarefa de ter que meditar na Palavra e correr o risco de fazer
escolhas, e por isso se deleita em ter quem pense por ele. Assim surgem
as coberturas espirituais, os ungidos do Senhor que não podem ser
tocados ou questionados, os líderes que convencem seu rebanho a votar em
determinado candidato nas eleições, a aceitação de qualquer heresia.
Afinal, se o Anjo da igreja falou, está falado.
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O cristão atual tem um objetivo na vida: prosperar. Esse desejo ele
tirou do mundo, do qual ainda faz parte embora pense não pertencer mais a
ele. Assim, transfere para si os valores do mundo, que são a aparência
acima de tudo, o ter em detrimento do ser, o ser bem-sucedido em todas
as áreas como prova da vitória de Cristo na cruz. Porém Cristo não
morreu para que tivéssemos conforto e segurança, mas para que pudéssemos
ser salvos e ter a vida eterna, mas essa interpretação não condiz com o
american way of life, que na verdade é o anseio de todos os povos,
incluindo o tupiniquim. Não à toa importamos a teologia da prosperidade e
muitos modismos, o que vem de fora é melhor do que o que temos,
inclusive quando o assunto é Deus.
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O cristão atual quer comandar, estar adiante, na frente, não ser servo.
Quer ser cabeça e não cauda, quer as riquezas dos ímpios, quer o poder
terreno, pois crê que o céu é aqui na Terra e enquanto se está vivo.
Isso está totalmente na contramão dos ensinos de Jesus, de que importa
mais ser servo do que senhor, de que se deve ser o menor.
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O cristão atual tem uma fé fraca, e para fortalecê-la precisa contar com
a ajuda de muletas espirituais. Sal grosso, água benta, sabonete
ungido, campanha das 7 semanas, tudo é válido para aguçar-lhe a fé. Seu
cristianismo precisa se sincretizar com o paganismo em suas várias
formas, pois Cristo apenas não é suficiente. O cristão atual é um
neopagão, adora a vários deuses sem se dar conta. Cada amuleto gospel é
um ídolo de pedra.
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O cristão atual diz não negar nunca a Cristo, mas já O nega a cada dia,
quando busca os valores inversos aos Seus ensinos. Infelizmente a
sutileza dos enganos fez do cristão atual mais um religioso dentre
tantas religiões. O cristão atual é tão cego à realidade do Evangelho
que considera heresia ensinos sobre desprendimento material, afinal
foi-lhe incutido que pobreza é coisa do diabo. O servir é coisa de
derrotados; o não se conformar com esse mundo é demagogia, pois vivemos
nele. Mudar essa mentalidade demoniacamente construída é quase
impossível, só pela obra do Espírito Santo.
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Como converter um cristão ao verdadeiro cristianismo? Como fazê-lo
buscar primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça, e abrir mão das
riquezas materiais, se muitas vezes é o desejo de riquezas que o leva
aos templos, que prometem restituição financeira a quem segue as regras
da denominação? Como convencê-lo de que deve morrer para esse mundo,
quando o engano lhe diz que é nesse mundo que se experimenta um
pedacinho do céu? Como mostrar-lhe que o Jesus que ele diz venerar não
nasceu num palácio, optando por nascer em uma família humilde; que não
adentrou em Jerusalém numa carruagem de fogo, mas num jumentinho? Como
ensiná-lo a lição do lavapés, da renúncia aos valores materiais, do amor
ao próximo como a nós mesmos, se o pseudocristianismo lhe diz que é
assim mesmo, que Jesus venceu e que viemos para vencer, numa deturpação
completa de Sua Palavra?
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Realmente é muito mais fácil converter um não cristão que ainda não foi
infectado pelo vírus do engano religioso, do que converter um “cristão”,
pois a lavagem cerebral que esse recebeu torna o processo doloroso e
trabalhoso demais. Reverter esse processo é um verdadeiro trabalho de
libertação do Espírito Santo, em nome de Jesus.
Resumindo:
A igreja primitiva não tinha ouro nem prata, mas tinha o "levante e ande"...
A igreja atual arrecada ouro e prata, mas o "levante e ande" ......
sexta-feira, 1 de março de 2013
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